terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Métodos fônico e construtivista podem caminhar juntos

As discussões sobre as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino fundamental já começam a levantar polêmica. Depois do acréscimo de um ano na educação básica, o ministro da Educação, Fernando Haddad, iniciou uma série de conversas com educadores de diferentes correntes sobre o método de alfabetização. A idéia é avaliar uma possível volta do sistema fônico nas escolas públicas do país. As Diretrizes Curriculares Nacionais são aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e definem o que se espera que uma criança aprenda em cada série. A partir delas, o ministério da Educação (MEC) produz os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que é distribuído para professores de todo o Brasil e orienta o trabalho com os conteúdos em sala de aula. Os PCNs em vigor foram elaborados há 10 anos e possuem claramente a influência das teorias construtivistas. O método fônico é marcado pela ênfase em ensinar a criança a associar rapidamente letras e fonemas. Ou seja, a criança aprende rapidamente que o código que representa a letra "A" é associado ao som "A". Para isso, o método lança mão de material didático com textos produzidos para esse fim, como os das cartilhas. Já os construtivistas rejeitam a prioridade do processo fônico e, principalmente, o uso de um material único a ser aplicado para todos os alunos. Por isso, as escolas dessa linha tendem a usar textos já escritos por outros autores, que estejam próximos da realidade da criança, no processo de alfabetização. Para Regina Ritter Lamprecht, linguista e docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o atual debate está sendo feito de maneira equivocada porque coloca as duas correntes em posições opostas. Segundo ela, a idealizadora do construtivismo Emília Ferreiro não propõe um método de ensino, mas traz conhecimento sobre o desenvolvimento cognitivo da criança, que acarreta um olhar diferenciado do educador. "Por isso é importante que o conhecimento trazido pela teoria não seja esquecido", afirma. "O trabalho nas escolas que adotam uma perspectiva construtivista pode continuar a ser feito dentro dessa perspectiva, mas proponho que seja acrescido do trabalho com os sons para explorar o papel facilitador da consciência fonológica da criança", diz. Maria Regina Maluf, professora da área de Desenvolvimento e Aprendizagem da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), concorda. E completa: "É importante evitar etiquetas simplistas que se perdem no nome e não conseguem definir o que, de fato, é possível ser feito", afirma. "O objetivo das novas discussões não é ignorar todos os avanços que a educação sofreu nos últimos anos e voltar ao passado, mas fazer um balanço de tudo o que já foi feito, investir nos acertos e eliminar erros que ainda estão sendo cometidos.", diz. Para a educadora, a eliminação do método fônico é problemática porque coloca a alfabetização como consequência de uma busca pelo saber, mas não a prioriza. "A idéia é voltar a priorizar o aprendizado da leitura de palavras, mas sem o uso das antigas cartilhas com textos descontextualizados. O trabalho fonético deve ser realizado com material didático adequado, em conjunto com textos literários, cartas e receitas médicas, por exemplo", recomenda. Maluf destaca também a importância de haver um material de apoio confiável para que a educação das crianças tenha uma base mais sólida. "Sem um livro didático, a criança fica muito dependente daquilo que é fornecido pelo educador, que nem sempre é um material de qualidade", alerta. Já para Lamprecht, o fato de se trabalhar com diversos textos desde o início da alfabetização é positivo, pois estão próximos da realidade de cada criança. "No entanto, o educador deve ensinar as relações entre grafema e fonema, pois ao compreender que um determinado sinalzinho no papel representa um determinado som da fala, fica facilitada, em muito, a compreensão da criança quanto à escrita", completa.

Festa de Encerramento 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

VEM AÍ NOSSA FESTA JUNINA!!!

domingo, 3 de abril de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dica de jogos on line para Alfabetização

Kid Leitura é um contador interativo de histórias infantis online e funciona como um brinquedo educativo para as crianças em início de alfabetização, muito útil em escolas de educação infantil e em casa na companhia dos pais. Site:http://www.kidleitura.com

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Volta às aulas-Rotina do 1º ano

- 1ª etapa Antes de iniciar as atividades, pergunte às crianças da pré-escola: quais são as principais dúvidas que vocês têm sobre o 1º ano? Registre as perguntas, resuma o que vai mudar no ano seguinte e explique que elas vão participar de diversas atividades para entender na prática essa passagem. - 2ª etapa Marque uma conversa preliminar com os professores e os alunos do 1º ano e conduza o bate-papo com base nas dúvidas. No caso de escolas que têm apenas a Educação Infantil, vale realizar uma entrevista por e-mail com alunos de Ensino Fundamental de escolas próximas para servir como roteiro da visita. - 3ª etapa Para favorecer a integração entre as turmas, combine com a professora da série seguinte a organização de uma atividade de entrosamento com as crianças da Educação Infantil. Pode ser um jogo de regras simples para ser realizado em duplas mistas (uma do pré com outra do 1º ano). - 4ª etapa Programe um passeio monitorado pelos alunos maiores para que os pequenos conheçam o novo espaço e os materiais utilizados no ano seguinte. Nesse dia, um lanche de integração entre os grupos pode ser realizado no espaço da cantina ou no refeitório. - 5ª etapa Sempre que possível, convém antecipar mudanças de hábitos. Se na pré-escola é necessário esperar o professor reunir todos antes de ir para a classe e a partir do 1º ano os alunos já seguem sozinhos, você também pode incentivá-los a fazer isso a partir do segundo semestre do ano anterior. Avaliação Proponha a elaboração de um diário com fotos dos momentos da visita, possibilitando que cada criança sugira registros sobre as novas experiências, contando o que aprendeu e o que espera do próximo ano. Esse diário poderá ser retomado logo no ano seguinte, com a intervenção da nova professora. Além disso, com o apoio de anotações, identifique os pequenos que estão mais preocupados e ansiosos. Tranqüilize-os com conversas individuais ou com a família. Pedagoga e orientadora do Colégio Miguel de Cervantes, em São Paulo, SP Denise Maria Milan Tornello